POR UM PRATO DE LENTILHAS…

…Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e tua descendência. (Deuteronômio 30.19)

                   A Bíblia relata a História de dois irmãos que eram gêmeos, porém, de atitudes muito diferentes. Um chamado Esaú, se tornou um exímio caçador, gostava de percorrer os campos e viver de uma forma mais aventureira. O outro, chamado Jacó, levava uma vida mais tranquila, cuidava dos rebanhos e habitava em tendas. O pai Isaque amava a Esaú e gostava das caças que seu filho trazia. Porém, a mãe Rebeca amava Jacó.  Naqueles dias, já se mostrava a preferência dos pais pelos filhos e como essa situação contribuiu para que se apresentasse a instabilidade familiar.

                 

                  Certo dia, quando Jacó preparava um ensopado de lentilhas, seu irmão Esaú chegou de suas atividades de caça com bastante fome, solicitou de Jacó um pouco da comida…  “E pediu-lhe: Dê- me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!… Respondeu Jacó: Venda-me primeiro o seu direito de filho mais velho. Disse Esaú: Estou quase morrendo. De que me vale esse direito? Jacó, porém, insistiu: Jure primeiro. Então ele fez um juramento, vendendo o seu direito de filho mais velho a Jacó… Assim Esaú desprezou os seus direitos de filho mais velho.” (Gênesis 25.29-34) Naquele dia, Esaú desconsiderou o que mais de valor poderia obter em sua vida. Com o seu direito de primogenitura, Esaú teria acesso às bênçãos celestiais vindas de Deus, para a sua vida e também para a sua geração.

                   

                 O tempo passou… E chegou a hora de Esaú obter a benção de seu pai. Porém, seu irmão Jacó foi agraciado em seu lugar. Com ajuda da mãe, um plano mirabolante foi traçado, onde um irmão se passaria por outro e tomaria a benção, tendo em vista a cegueira de seu pai, pois já estava avançado em dias… Bem idoso. Quando Esaú descobriu a trapaça, ficou furioso, chorou amargamente por ter perdido a bênção, jurou matar Jacó…

                 O primogênito da família naquela época, segundo os costumes judaicos, teria direitos de possuir um beneficio especial em relação à herança dos pais, pois iria adquirir dupla parte na herança, iria possuir um poder aquisitivo econômico elevado, seria a autoridade espiritual sobre os seus, passaria a ser o cabeça da família, assumindo posição paterna, pois após a morte de seu pai, iria assumir as responsabilidades sobre aquela família, e responder diante de Deus.  A autoridade máxima sobre os seus irmãos seria do filho primogênito.

                

               A benção de um pai ao seu filho tem muito valor, pois Deus atende e abençoa os filhos por intermédio de seus pais. Por conseguinte, os pais estão autorizando diante de Deus os filhos de serem bem sucedidos na vida, em vários aspectos como: saúde, profissão, finanças, casamento, relacionamentos, além de abençoar o futuro daquele filho. “Pela fé Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam por vir… (Hebreus 11.20)”

 

                  Muitos se encontram na mesma situação dos irmãos da história aqui explanada. Trocam o que tem de mais precioso, por opções que não vão lhes trazer nenhum benefício. Só perdas… Às vezes, podem ser benefícios físicos ou espirituais. Não sabem discernir o verdadeiro sentido de valor que realmente vão trazer significado e fazer a diferença em suas vidas.

                  Esaú foi profano, desprezou a sua benção, não tinha noção da profundidade do que significaria a benção de seu pai. A benção de seu pai dava acesso direto ao Deus todo Poderoso! Benção que o engrandeceria diante de todos, traspassariam gerações.

             

                Portanto, atentemos para as coisas que de fato vão ter o verdadeiro valor e sentido em nossas vidas! Deus é fiel!

O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; o SENHOR levante o seu rosto, e te dê a paz. ( Números 6.24-26)

              

Creia nisso!

                         

Que a graça do Senhor Jesus seja com todos!

Eloyza Corrêa   

Coordenação de Educação Cristã   

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